RADIO WEB JUAZEIRO : Áudios em celular de mulher de Queiroz desmentem versão de advogado

#2ECCFA - #87CEFA

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Áudios em celular de mulher de Queiroz desmentem versão de advogado

Advogado disse nunca ter entrado em contato com Queiroz e audios desmentem esta versão | Foto: Reprodução

O advogado Frederick Wassef, que abrigou Fabricio Queiroz em seu imóvel em Atibaia, afirmou nunca ter mantido contato, nem por telefone, com o ex-PM. Supostos audios enviados a Márcia, esposa de Queiroz, desmontam essa versão do advogado.

Em uma das mensagens, obtidas pela equipe de reportagem da revista Veja, a advogada Ana Flávia Rigamonti, contratada por Wassef para fazer companhia a Queiroz, relata um encontro entre o policial militar aposentado e uma pessoa apelidada de “Anjo”, que o Ministério Público do Rio desconfia ser Wassef.

“Estava todo mundo dormindo. Você sabe que, com o Anjo aqui, acaba todo mundo indo dormir tarde. Agora, o nosso amigo está conversando com o Anjo. Mas está tudo bem, sim”, disse Ana Flávia para Márcia de Aguiar, mulher de Queiroz, no dia 1º de dezembro de 2019.

Ainda por áudios, a mulher de Queiroz queria que o marido parasse de se esconder e voltasse para o Rio e para o convívio com a família. Márcia alegava que eles não eram foragidos e só viviam assim por pressão do “Anjo”.

Ana Flávia diz a Márcia que não será fácil fazer o “Anjo” mudar de ideia. “Ele vai fazer terror, né. A gente já sabe”, respondeu a mulher de Queiroz. O terror, como indica a entrevista de Wassef a Veja, seria a existência do tal plano para assassinar Queiroz. Wassef nega ser o “Anjo”.

O caso

Queiroz foi inicialmente detido em 18 de junho na casa de Frederick Wassef, então advogado do senador Flávio Bolsonaro, em Atibaia (SP). O ex-assessor é suspeito de operar um esquema de “rachadinhas" no antigo gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

De acordo com reportagem do jornal O Globo, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) destinou auxílio-alimentação a Fabrício Queiroz e familiares, além de parentes do miliciano Adriano da Nóbrega que foram empregados por ele enquanto era deputado estadual na Alerj. Queiroz, sua família, a ex-mulher e a mãe de Adriano receberam, juntos, ao menos um total R$ 442,8 mil.

Menos de um mês após Queiroz ser preso, o presidente do STJ, João Otávio de Noronha, aceitou, no dia 9 de julho, um pedido da defesa para que o ex-assessor cumpra prisão domiciliar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado por seu comentário.

COMPARTILHE