RADIO WEB JUAZEIRO : Na véspera da votação do impeachment, Alerj já conta com derrota de Witzel e se prepara para nova fase
terça-feira, 22 de setembro de 2020

Na véspera da votação do impeachment, Alerj já conta com derrota de Witzel e se prepara para nova fase

Witzel insiste que “absolvição é o único caminho possível” 
Foto: Gabriel Monteiro / Extra / 28.08.2020
André Coelho

A votação do impeachment do governador afastado Wilson Witzel só acontece amanhã na Alerj, mas a chance quase nula de um resultado favorável ao ex-juiz já faz os deputados se movimentarem para a escolha dos representantes da Casa na comissão mista de julgamento, que conduz a próxima fase do processo. Esse grupo, com cinco deputados escolhidos pela Alerj e cinco desembargadores sorteados entre os 180 do Tribunal de Justiça do Rio, será formado se no mínimo dois terços dos deputados (47) decidirem pelo prosseguimento da denúncia. Segundo lideranças, o placar deve ser atingido com folga.

Para definir como serão escolhidos os nomes na comissão mista, que é conduzida pelo presidente do TJ-RJ, os líderes partidários se reúnem hoje às 13h. Ainda há dúvidas na Casa se a formação se daria por indicação das bancadas, com vagas proporcionais, ou por candidaturas avulsas. A tendência é que seja seguido o segundo modelo. Líder informal da bancada de oito deputados bolsonaristas, Anderson Moraes (PSL) diz que o grupo deve indicar um nome.

— Se for indicação do partido, dificilmente teremos um nome nosso pelo PSL. Mas sendo candidatura avulsa, com certeza colocaremos um nome para disputar uma vaga — diz.

Relator da comissão especial que investiga os gastos do estado no combate à pandemia de Covid-19, o deputado Renan Ferreirinha (PSB) também pretende concorrer a uma vaga.

— Estou imerso nas investigações há quatro meses, e como estou concluindo o relatório da Covid, poderia me dedicar a esse trabalho intenso — diz.

No último fim de semana circulou entre os deputados a informação sobre uma possível renúncia de Witzel antes da votação na Alerj. Deputados chegaram a afirmar em redes sociais que seria uma tentativa do ex-juiz de preservar os direitos políticos. Em resposta, o governador afastado divulgou nota no fim da tarde de ontem, dizendo que jamais renunciará. “Politicamente, a minha história está apenas começando. Lutarei pelo estado do Rio de Janeiro e pela democracia. Juridicamente, minha absolvição e meu retorno imediato ao cargo no qual o povo me colocou é o único caminho possível”, diz um trecho da nota.

Apesar do cenário desfavorável, o governador afastado pretende fazer uma defesa presencial no plenário da Alerj amanhã. Ele poderá falar após os deputados, antes da abertura da votação, que será aberta.

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