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quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Relator do Orçamento diz ter sido autorizado por Bolsonaro a criar novo programa social

Senador Márcio Bittar (MDB-AC) se reuniu com Bolsonaro após ele ter anunciado o fim do Renda Brasil

Após se reunir com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o relator do Orçamento de 2021, senador Márcio Bittar (MDB-AC) disse nesta quarta-feira, 16, que foi autorizado por ele a criar um novo programa social em substituição ao Renda Brasil. Na terça-feira, 15, Bolsonaro disse que está proibido falar do programa no governo até o fim do mandato dele, em 2022. A criação do Renda Brasil estava em estudo para substituir o Bolsa Família.

Bittar teve reunião com o presidente no Palácio do Planalto e falou com a imprensa após o encontro. “Fui solicitar ao presidente se ele me autorizava colocar dentro do Orçamento a criação de um programa social que possa atender milhões de brasileiros que foram identificados ao longo da pandemia e que estavam fora de qualquer programa assistencial. O presidente me autorizou”, disse Bittar.

O parlamentar, também relator da proposta de emenda à Constituição (PEC) do pacto federativo, que trata de medidas de ajuste fiscal, não quis dizer como o programa será financiado. Segundo ele, a proposta fechada será apresentada semana que vem.

“Não adianta agora a gente especular do que vai tirar, de onde vai cortar. Mas eu estou autorizado pelo presidente, ele me deu sinal verde e, a partir de agora, vou conversar com os líderes do governo no Senado e na Câmara, com a equipe econômica”, afirmou. Ele disse que pretende entregar o relatório já na próxima semana.

Bolsonaro disse que desistiu do programa após a equipe econômica começar a defender cortes de outros benefícios para financiar o Renda Brasil. O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, disse ao site G1 que estavam sendo estudadas alternativas como o congelamento de aposentadorias e pensões e a redução do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

O presidente classificou as medidas de “devaneios” e disse que ele não permitiria retirar dos “pobres para dar aos paupérrimos”. Disse ainda que mostraria um "cartão vermelho" a quem lhe apresentasse essa proposta.

"Até 2022, no meu governo, está proibido falar a palavra Renda Brasil. Vamos continuar com o Bolsa Família. E ponto final", afirmou na terça-feira.

“Eu já disse há poucas semanas que jamais vou tirar dinheiro dos pobres para dar para os paupérrimos. Quem por ventura vier propor a mim uma medida como essa eu só posso dar um cartão vermelho para essa pessoa”, afirmou Bolsonaro.

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