RADIO WEB JUAZEIRO : Jovem de 21 anos morre afogado após pular de pilastra na Orla II de Juazeiro
sábado, 21 de novembro de 2020

Jovem de 21 anos morre afogado após pular de pilastra na Orla II de Juazeiro

(foto: divulgação/GBM)
Fonte: Preto no Branco

Um jovem de 21 anos morreu afogado na manhã deste sábado (21), após pular de uma das pilastras situadas na Orla II de Juazeiro, no Norte da Bahia. A vítima foi identificada como Luciano Bezerra, natural da cidade de Arcoverde, no Sertão de Pernambuco.

O tenente coronel Tarcício Ribeiro, comandante do 9º Grupamento dos Bombeiros Militar (GBM) de Juazeiro, acredita que o jovem, que estava acompanhado de um grupo de amigos, tenha consumido bebida alcóolica durante a noite. O comandante também acredita que o jovem não conhecia bem o local, e, provavelmente também não sabia nadar.

Os Bombeiros foram acionados por volta das 6 horas da manhã. A equipe de mergulho resgatou o corpo que estava entre 6 e 10 metros de profundidade. O Departamento de Polícia Técnica (DPT) foi acionado para encaminhar o corpo de Luciano ao Instituto Médico Legal (IML).

Diversão perigosa

Com o aumento da vazão de Sobradinho, nas pilastras situadas embaixo da passarela na Orla II da cidade, cresceu a quantidade de banhistas que têm enfrentado o perigo e realizado pulos dentro do rio. Há cerca de dez dias, o PNB publicou uma matéria com o tenente coronel Tarcísio Ribeiro, que alertou que brincadeira é bastante perigosa, já que pode causar fraturas e até mesmo levar à morte.

“O Rio São Francisco está muito cheio, invadindo, literalmente, a Orla Fluvial de Juazeiro. O Corpo de Bombeiros orienta que as pessoas não realizem esses pulos para dentro do rio, principalmente pessoas idosas, porque se der um pulo errado, a pessoa pode ficar paralítica. Pode fraturar a coluna ou o pescoço, quebrar uma perna, por conta de uma irresponsabilidade”, diz o tenente coronel.

Recentemente, viralizou o vídeo de uma senhora, que não foi identificada pela nossa equipe de reportagem, que roubou a cena ao pular de um dos blocos. O comandante pontuou ainda que aquele local não é apropriado para realizar esse tipo de ação.

“Em nenhuma condição [rio seco ou cheio, como está agora]. Aqueles blocos não foram colocados ali para serem utilizadas para que as pessoas deem pulos para dentro do rio. Nem jovens, nem adultos, nem idosos. Não estou fazendo pré-julgamentos [em relação aos idosos]. Naquela altura, se o corpo cair atravessado na lâmina d’água, poderá o impacto ser tão grande e causar fraturas, e até mesmo a morte imediata. A orientação é evitar pulos tanto da ponte, quanto dessas pilastras”, diz Ribeiro.

Perigo

A incidência de lesões graves na medula (trauma raquimedular) aumenta no verão, segundo a Sociedade Brasileira de Coluna (SBC), sendo os mergulhos a segunda principal causa das lesões medulares no país. Fora da estação quente, tais acidentes ocupam a quarta posição. Entre as vítimas deste tipo de acidente, 90% são jovens, na faixa etária de 10 a 25 anos.

A SBC alerta: saltar de cabeça é extremamente perigoso. Alguns traumas na coluna, em função desse mergulho de cabeça, podem levar a pessoa a ficar paraplégica ou tetraplégica. Dependendo do grau da lesão na coluna, pode ocorrer uma interrupção parcial ou totalmente das conexões nervosas do cérebro para os membros.

Mesmo em pé, o risco também é grande, visto a possibilidade de fraturar a perna, por exemplo.


Ilustrativa
 
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