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segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Com 13% do previsto circulando, nota de R$ 200 corre risco de ‘extinção’

Recém-chegado à fauna do Real, o lobo-guará pode ter vida curta graças à necessária digitalização da economiaPor Victor Irajá 18 jan 2021, 13h22

Brasília, 02/09/2020. O Banco Central (BC) lançou nesta quarta-feira (02/09) a nova nota de R$ 200,00 com a imagem do lobo-guará. 
Foto: Raphael Ribeiro/BCB Banco Central/Divulgação


Lançada com pompa pelo Banco Central (BC) em setembro passado, a nota de 200 reais ainda é, para muitos brasileiros, uma desconhecida. São poucos os que tatearam a cédula e vislumbraram o lobo-guará que estampa a nota. Na ocasião do lançamento, o BC anunciou a disponibilização de 450 milhões de cédulas até o final de 2020. De acordo com dados da instituição, nesta segunda-feira, 18, 57,3 milhões de notas de 200 reais estão em circulação, cerca de 13% do previsto. O que explica a extinção do lobo-guará nas mãos dos brasileiros é simples. O Banco Central calculou mal e ignorou seus próprios instintos mais primitivos. Enquanto anunciou com festejos merecidos o Pix, o novo sistema de pagamentos chancelado pela instituição, o Banco Central recorreu à arcaicidade da política monetária em um momento de desespero.

Responsável por garantir liquidez aos mercados e perpetuar os bons fluídos da economia em um momento de crise, o BC calculou o aumento da demanda por papel-moeda, com o advento do auxílio emergencial como arma para o amparo aos mais vulneráveis. Mas a equação passou longe de uma vertente observada de perto pelo próprio Banco Central: a digitalização dos meios de pagamento. “O Banco Central errou. Fizeram o cálculo sobre uma expectativa executada de forma equivocada. É paradoxal investir no Pix ao mesmo tempo em que bota uma nota alta no mercado”, diz Carlos Thadeu de Freitas Gomes, ex-diretor do BC.

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