RADIO WEB JUAZEIRO : Governo não abrirá mão de multa pesada se caminhoneiro em greve fechar estrada
sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Governo não abrirá mão de multa pesada se caminhoneiro em greve fechar estrada

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas,, está coordenando as negociações

Por Brasil Econômico 

BBC


Greve dos caminhoneiros de 2018 foi responsável pelo bloqueio de estradas

O Governo segue monitorando a provável mobilização dos caminhoneiros , que estão tentando organizar uma paralisação no dia 1 de fevereiro. Segundo os ministros ouvidos pela coluna da Carla Araújo, no UOL, a situação segue tranquila e sem adesão.

Governantes se recusaram a abrir mão da aplicação de multas para que haja fechamento das rodovias . “Não vamos permitir, vai ter multa pesada”, disse um ministro, que optou por manter o anonimato, em entrevista.

Tarcísio Freitas , ministro da Infraestrutura, está coordenando as negociações.

Porém, a Casa Civil , o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o Ministério da Justiça e a Advocacia-Geral da União estão conversando entre si, buscando evitar efeitos oriundos dessa possível greve.

Fontes governamentais afirmaram que nem todas as pautas e pedidos podem ser atendidos de antemão, mas que o diálogo está aberto. O próprio ministro da Infraestrutura , por exemplo, está em mais de 40 grupos de WhatsApp com caminhoneiros.

Os protestantes caminhoneiros estão exigindo o fim do Preço e Paridade de Importação (PPI) e o destrave do preço do frete, sob a responsabilidade do STF . Porém, tais pontos não seriam negociáveis, uma vez que o primeiro resultaria em uma interferência direta da Petrobras.
Medidas ainda estão em discussão

Entre as medidas estudadas e postas em questão estão as tentativas de melhorias e facilitação dos documentos de transporte eletrônico, bancarização de caminhoneiros ampliada e revisão dentro das normas de pesagem.

Há também o desejo de oferecer prioridade na fila de vacinação para a Covid-19 para esse grupo de trabalhadores.

Os ministros afirmam que essas propostas não estabelecem ações diretas com a greve. “Temos uma agenda regular de pauta, que visa diminuir o custo Brasil, mas nossa linha não é movida por ameaças, temos fórum permanente de discussões com diversos setores e os caminhoneiros também fazem parte”, disse um auxiliar do presidente.
Falta de centralização

Um dos pontos apresentados pelo governo é que a categoria é desmobilizada, o que justifica a tranquilidade com a mobilização.

Nesta quarta-feira (13), o presidente da Associação Nacional do Transporte Autônomos do Brasil (ANTB), José Roberto Stringasci, declarou ao Broadcast (serviço em tempo real da Agência Estado) que a paralisação de fevereiro poderá ser maior do que a realizada a dois anos atrás, uma vez que há um avanço significativo da insatisfação da categoria, principalmente em relação ao preço do diesel e às promessas deixadas de lado desde o governo de Temer.

À coluna, Marconi França, caminhoneiro, diz que seus colegas estão mobilizados para uma possível greve. “( o governo Bolsonaro ) deu as costas a uma categoria que o apoiou em massa”, justificou. Afirmou ainda que é uma das maiores revoltas.

O presidente do Sindicato dos Transportadores de Combustíveis do RJ , Ailton Gomes, apoia a pressão e a preocupação com o valor mínimo do frete, parado no STF.

“Não é momento de greve, estamos passando por uma pandemia” afirma.

O Brasil Econômico entrou em contato com o Ministério da Infraestrutura, mas não obteve retorno.

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