RADIO WEB JUAZEIRO : JORNALISTAS NA MIRA DA POLÍCIA FEDERL
segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

JORNALISTAS NA MIRA DA POLÍCIA FEDERL

Ministro da Justiça pedirá para a PF investigar Ruy Castro e Ricardo Noblat

Texto escrito e compartilhado pelos jornalistas gera repercussão ao sugerir a Trump e Bolsonaro que se suicidem, a exemplo de Getulio Vargas. Políticos apoiadores do presidente Bolsonaro foram às redes sociais pedir bloqueio dos jornalistas no Twitter

Os jornalistas Ruy Castro (à esq) e Ricardo Noblat (à dir.)
UOL

O ministro da Justiça, André Mendonça, afirmou que solicitará a abertura de um inquérito policial contra dois jornalistas por instigação a suicídio. Embora Mendonça não cite expressamente o nome dos jornalistas, a mensagem é direcionada a Ruy Castro, colunista da “Folha de S.Paulo”, e Ricardo Noblat, da revista “Veja”.

Neste domingo (10), Ruy Castro publicou a coluna “Saída para Trump: matar-se”, em que sugere que a única forma de o presidente norte-americano entrar para a história como herói é se matando, como fez o brasileiro Getúlio Vargas. “Se Trump optar pelo suicídio, Bolsonaro deveria imitá-lo”, escreveu também o colunista.

Procurado pelo UOL, Castro respondeu ironizando comentários de Jair Bolsonaro durante a pandemia: “Não sou coveiro”.

Ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, pediu investigação após texto que sugere suicídio a Trump e Bolsonaro.

Ricardo Noblat republicou em sua conta no Twitter trechos do texto de Ruy Castro. Membros do governo Bolsonaro e apoiadores do presidente cobram que as redes sociais suspendam a conta do jornalista por discurso de ódio. A revista “Veja”, que hospeda coluna de Noblat, repudiou o post do colunista repercutindo o texto de Castro.

“Apenas pessoas irresponsáveis cometem esse crime contra chefes de Estado de duas grandes nações. Fazê-lo é um desrespeito à pessoa humana, à nação e ao povo de ambos os países”, afirmou o ministro da Justiça, também pelo Twitter.

O crime de instigação ao suicídio tem pena de seis meses a dois anos de reclusão, que pode ser dobrada se a ação for praticada pela internet.

Esta não é a primeira vez que Mendonça solicita a abertura de investigação criminal contra Noblat por comentários no Twitter contra o presidente Bolsonaro.

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