RADIO WEB JUAZEIRO : Mortes de abril podem superar nascimentos pela primeira vez na história do Brasil
quinta-feira, 8 de abril de 2021

Mortes de abril podem superar nascimentos pela primeira vez na história do Brasil

 Por: Agência Brasil Por: Redação BNews

Com o aumento de mortes por Covid-19 no Brasil nos últimos meses, o risco de o país registrar mais mortes que nascimentos no mês de abril é real. Na soma da última semana, inclusive, o resultado já aconteceu, quando os registros de nascimento foram superiores aos de óbito.

O fato é inédito, considerando que o crescimento populacional brasileiro tem sido contínuo e acelerado ao longo da história. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística previa que os números se cruzassem apenas em 2047, o que mostra que as projeções populacionais do órgão precisam ser refeitas e atualizadas em 2022.

Nos últimos anos, até 2020, o número de nascimentos no Brasil nos meses de março somava mais que o dobro de mortos. Em março de 2017, por exemplo, os óbitos representaram 36% do total de nascidos, de acordo com dados extraídos do Portal da Transparência do Registro Civil. No entanto, em 2021, com o aumento explosivo do número de mortes por Covid-19, a diferença entre nascimentos e óbitos caiu de forma recorde.


Em março deste ano foram mais de 179 mil mortos (soma de óbitos por todas as causas), contra uma média de menos de 100 mil nos meses de março dos anos anteriores. Os registros de nascimentos em março de 2021 totalizaram pouco mais de 226 mil.

O demógrafo José Eustáquio Diniz Alves afirmou que, se nenhuma medida for tomada para bloquear as transmissões do coronavírus, o número de óbitos vai continuar subindo e o número de nascimentos deve cair ainda mais.

“A possibilidade de os óbitos superarem os nascimentos em algum mês de 2021 é uma novidade e tanto nos 521 anos da história de Pindorama”, escreveu ele em artigo publicado na revista digital EcoDebate.

O neurocientista Miguel Nicolelis fez as mesmas projeções. “Se o número de mortes por Covid-19 (e por outras causas) continuar a subir, o Brasil pode viver o primeiro momento da sua história em que as mortes superaram os nascimentos de novos cidadãos. Tal tendência ilustra a magnitude profundamente épica do impacto da Covid-19 no país”, escreveu.

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