RADIO WEB JUAZEIRO : Pesquisadores de Harvard desenvolvem máscara que detecta Covid-19 em 90 minutos
terça-feira, 29 de junho de 2021

Pesquisadores de Harvard desenvolvem máscara que detecta Covid-19 em 90 minutos

O resultado aparece de forma semelhante ao de um teste doméstico de gravidez | Foto: Reprodução


A revista Nature Biotechnology divulgou, nesta segunda-feira, 28, o protótipo de uma máscara facial que pode indicar se seu usuário está contaminado com o Sars-Cov-2, O diagnóstico sai em 90 minutos. O trabalho foi desenvolvido por engenheiros da Universidade Harvard e do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts)

No novo teste, biossensores minúsculos são liofilizados, ou seja, desidratados por um método que congela a vácuo e depois retira a água congelada por sublimação (direto do estado sólido para o de vapor). Essa técnica conserva o material estável por muitos meses.

Os sensores liofilizados são então incorporados à parte interna de máscaras de papel, para detectar partículas virais em seu hálito e respiração. Quando o usuário está pronto para fazer o teste, ele aciona um botão que libera água no material, reidratando e reativando os biossensores, que são capazes de detectar material genético do coronavírus.

O resultado aparece de forma semelhante ao de um teste doméstico de gravidez: uma linha de controle e uma segunda linha que, se estiver preenchida, indica contaminação. Como o resultado só é visível no lado interno da máscara, a privacidade do paciente é resguardada.

O teste é tão sensível quanto o padrão ouro, PCR, mas é tão rápido quanto os testes de antígenos, diz um dos líderes do estudo, Peter Nguyen, do Wyss Institute for Biological Inspired Engineering de Harvard. "Essencialmente, reduzimos todo um laboratório de diagnóstico a um pequeno sensor que funciona com qualquer máscara facial e combina alta precisão com velocidade e baixo custo", afirmou Nguyen.

Na máscara de diagnóstico, acontecem três diferentes reações biológicas. A primeira abre a membrana do vírus Sars-CoV-2, se ele estiver presente na respiração do usuário, e expõe seu RNA. A segunda faz várias cópias do gene que codifica a proteína S, usada pelo coronavírus para penetrar nas células. A reação final, usando sensores Sherlock, detecta qualquer fragmento do gene S e, neste caso, corta uma molécula “detectora” em dois pedaços menores que mudam as cores da tira de ensaio.

A Agência de Redução de Ameaças de Defesa, do governo americano, foi uma das instituições que financiou a pesquisa, ao lado do setor de inovação da Johnson e Johnson, do Grupo de Fronteiras Paul G. Allen, de institutos e fudações ligados a Harvard e ao MIT.

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