RADIO WEB JUAZEIRO : Targino Gondim avalia mais um ano sem festejos juninos: "Nosso setor precisa de ajuda"
terça-feira, 22 de junho de 2021

Targino Gondim avalia mais um ano sem festejos juninos: "Nosso setor precisa de ajuda"

Daniel Genonadio
Targino Gondim é uma das atrações confirmadas no 'Forró do Forte' | Foto: Divulgação

Mais um São João distante, sem o bom e velho arrasta-pé, sem festas e sem shows. O setor de eventos, assim como os artista de forró, que tem o período junino como um dos mais lucrativos, chega ao segundo ano consecutivo sem conseguir trabalhar, devidas as limitações impostas pela pandemia de covid-19.

Para matar um pouco dessa saudades, as já tão famosas lives servem como escape para o público e como uma fonte de renda para os músicos, desde os famosos cantores até as suas equipes, compostas por outros tantos artistas. Em entrevista ao programa Isso é Bahia, da rádio A TARDE FM, o cantor e compositor Targino Gondim fez um balanço desse São João tão diferente.

"Como tudo na vida a gente tem que ver pelo lado positivo, temos que brindar a vida e enfrentar as adversidades de uma forma simples e direta, que isso ajuda a nossa saúde mental. O que acabei fazendo foi apertar o pé no acelerador nas redes sociais, fazendo live no Youtube, montando conteúdos. Nesse segundo ano sem São João, nossa maior receita anual, conseguimos fechar muitas lives. Hoje estarei em Senhor do Bonfim e dia 26 em Praia do Forte", disse o cantor.

Targino Gondim é uma das atrações confirmadas no 'Forró do Forte', shows que acontecerão na Praia do Forte, na região metropolitana de Salvador, a partir da quarta-feira, 23, até o sábado, 26, e que terão transmissão online. Também estão previstas apresentações de Luiz Caldas e outros forrozeiros.

"Muito feliz em estar nessa live para enaltecer esse momento junino. Um evento lindo em que fizeram questão de contemplar todos os artistas regionais. Nada mais merecido que eles possam brilhar", declarou Gondim.

O cantor e compositor de 'Esperando na Janela', música que ele mesmo define como "a sua Asa Branca", em referência a Luiz Gonzaga, criticou o poder público pela falta de apoio ao setor de eventos. Shows são proibidos no Brasil desde o início da pandemia, em março do ano passado, o que resultou na perda da fonte de renda de muitos artistas.

"Todos os funcionários envolvidos com os eventos sofrem com a falta de respeito. A gente respeita, queremos que as pessoas fiquem em casa, mas ao mesmo tempo não vemos nenhum governante prestando atenção, procurando dar um apoio a essa classe. Parece que o entretenimento está muito distante. É tratado como bobagem. Temos que ter alguém que olhe pela gente, não precisa ser necessariamente um músico, mas alguém que lute pela causa. Nosso setor precisa de ajuda", opinou o cantor.

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