RADIO WEB JUAZEIRO : Com escassez de veículos novos, usados registram recorde histórico em julho

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Com escassez de veículos novos, usados registram recorde histórico em julho

Pedro Cerqueira

O mercado de veículos usados continua “bombando”. Apenas no mês de julho, foram registradas 1.425.219 transações de usados, um aumento de 6,55% em relação ao mês anterior. Se compararmos com julho de 2020, o acréscimo foi de 25,04%. Vale ressaltar que esses números correspondem a todos os segmentos: automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas e implementos rodoviários.

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No acumulado do ano, já foram vendidos 8.794.935 milhões de veículos usados, aumento de 55,78% em relação ao mesmo período de 2020. Segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), foi o melhor mês de julho e o melhor resultado nas transações de usados nos sete primeiros meses do ano desde o início da série histórica, que começou em 2003.

Se considerarmos apenas os automóveis e comerciais leves, o volume das transações de usados em julho foi de 1.061.013 veículos, 6,83% maior que no mês anterior e 27,22% maior que em julho do ano passado. No acumulado do ano, o volume total automóveis e comerciais leves foi de 6.512.509 veículos usados, 55,77% a mais que no mesmo período de 2020. A título de comparação, no acumulado de 2021, esse mercado dos veículos novos registrou crescimento de pouco mais de 20% em relação ao mesmo período do ano passado.

Os automóveis e comerciais leves entre 1 e 3 anos de fabricação representaram 12,3% das transações em julho e 11,02% no acumulado do ano. De acordo com a Fenabrave, a principal causa do crescimento dos usados está na escassez de veículos novos, situação provocada pela dificuldade na obtenção de peças e componentes pela indústria.


Automóveis novos estão em quedaNo outro extremo, o emplacamento de veículos novos no segmento dos automóveis teve seu pior mês de julho desde 2005. Com 123.579 unidades, os registros de automóveis zero-quilômetro foram 7,3% menores que no mês anterior e 8,41% inferiores a julho de 2020. Porém, no acumulado do ano, o segmento soma 927.735 emplacamentos, 20,2% superior ao mesmo período de 2020.

“A dificuldade na obtenção de peças e componentes, como os semicondutores, segue como o principal gargalo para o segmento de Automóveis e faz com que os estoques das concessionárias permaneçam em níveis criticamente baixos”, disse Alarico Assumpção Júnior, presidente da Fenabrave.

De acordo com a associação das revendedoras, como os comerciais leves apresentam menor dependência de componentes eletrônicos, seu desempenho foi positivo. Com 38.825 emplacamento em julho, o segmento foi superior em 7% em comparação ao mês anterior e 38% melhor que em julho do ano passado.

Na avaliação da Fenabrave, o crescimento dos comerciais leves mantém o viés de recuperação e indica que o bom momento poderia ser estendido ao segmento dos automóveis, se houvesse disponibilidade de produtos. “A economia está, aos poucos, retornando à normalidade, com o avanço da vacinação, e há boa oferta de crédito, com um nível de aceitação de proposta de 7 para cada 10 enviadas aos bancos”, disse o presidente da Fenabrave.

Considerando todos os segmentos automotivos (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas e implementos rodoviários), os emplacamentos de veículos automotores novos encerraram o mês de julho próximo da estabilidade, com queda de 0,02% na comparação com junho.

Com resultados positivos em julho nos segmentos de caminhões, implementos rodoviários, motos e comerciais leves, o setor como um todo registrou alta de 10,9% em relação a julho de 2020 e aumento de 33,74% no acumulado do ano quando comparado ao mesmo período de 2020.

“O número de emplacamentos, até agora, mostra que o setor, no geral, mantém sua trajetória de recuperação, com um volume total próximo ao que registramos nos últimos anos antes da pandemia. E, se a produção estivesse normalizada, principalmente, para automóveis, poderíamos ter um crescimento ainda maior do que o previsto para este ano”, resume Alarico Assumpção Júnior.

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