RADIO WEB JUAZEIRO : Covid: pela 1ª vez desde outubro, Brasil não tem nenhum Estado em nível crítico de ocupação de leitos

sexta-feira, 13 de agosto de 2021

Covid: pela 1ª vez desde outubro, Brasil não tem nenhum Estado em nível crítico de ocupação de leitos

Em meio à queda no número de casos, hospitalizações e mortes no Brasil por covid, cinco Estados brasileiros ainda permanecem na chamada zona de alerta intermediário (60%-80%) em relação às taxas de ocupação de leitos UTI (Unidades de Terapia Intensiva), segundo um novo boletim da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
© Fiocruz Mapa da Fiocruz mostra taxa de ocupação de leitos UTI por estados

São eles: Roraima, Rondônia, Goiás, Mato Grosso e Rio de Janeiro — este último o único a apresentar aumento real, de 61% para 67%. Na visão de especialistas, a variante Delta poderia estar por trás dessa alta.

Mas uma boa notícia: pela primeira vez desde outubro de 2020, nenhum se encontra na zona mais crítica do indicador (>80%).



De acordo com o documento, de 11 de agosto, Roraima e Rondônia também apresentaram aumento, retornando à zona de alerta intermediário após estarem fora da zona de alerta, "mas a elevação do indicador se deveu à redução de leitos e não ao aumento de leitos ocupados — Rondônia, de 230 para 166 leitos, e Roraima, de 74 para 50 leitos", diz a Fiocruz.

No Mato Grosso, a taxa de ocupação de leitos UTI se manteve estável em 79% com Goiás deixando a zona de alerta crítico após apresentar pequena melhora (82% para 78%).

Os demais estados e o Distrito Federal estão fora da zona de alerta, com taxas inferiores a 60%, "muitos, inclusive, apesar da redução de leitos destinados à covid-19", acrescenta o boletim da Fiocruz.

Entre as capitais, duas estão com taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 superiores a 90%: Rio de Janeiro (97%) e Goiânia (92%).

Seis capitais estão na zona de alerta intermediário: Porto velho (63%), Boa Vista (70%), São Luís (64%), Curitiba (65%), Campo Grande (65%) e Cuiabá (74%). Dezenove capitais estão fora da zona de alerta: Rio Branco (12%), Manaus (54%), Belém (44%), Macapá (29%), Palmas (53%), Teresina (39%), Fortaleza (53%), Natal (34%), João Pessoa (19%), Recife (39%), Maceió (25%), Aracaju (43%), Salvador (38%), Belo Horizonte (57%), Vitória (36%), São Paulo (43%), Florianópolis (31%), Porto Alegre (59%) e Brasília (59%).
Casos e óbitos

Segundo a Fiocruz, o número de mortos por covid diminuiu 1,1% em relação à semana anterior e a taxa de incidência caiu 0,8% ao dia.

"A maior velocidade de queda da mortalidade em relação à incidência de casos novos aponta que permanece a transmissão de Covid-19 em todo o país"

"No entanto, há menor impacto sobre hospitalizações e óbitos, em resposta à vacinação que já alcança cobertura de grupos mais jovens e grande parte da população idosa".

Apesar de o cenário positivo, a Fiocruz ressalva que o número de casos (média de 33.400 casos novos por dia) e de mortes (910 óbitos por dia) "são ainda muito elevados".

© Reuters "Intensificação da campanha de vacinação" é vital para controlar pandemia de covid no Brasil de "modo duradouro e sustentado", diz Fiocruz

"Além disso, a taxa de positividade dos testes permanece alta, o que mostra a intensa circulação do vírus", diz o boletim.

Segundo a Fiocruz, a pandemia só será controlada "de modo duradouro e sustentado" se houver "intensificação da campanha de vacinação, a adequação das práticas de vigilância em saúde, o reforço da atenção primária à saúde, além do amplo emprego de medidas de proteção individual, como o uso de máscaras e o distanciamento social".

Sobre as novas variantes do coronavírus, a instituição diz que sua circulação tem aumentado as infecções, mas não necessariamente o "número de casos graves".

"Isso acontece devido à proteção já adquirida por grupos populacionais mais vulneráveis vacinados, como os idosos e portadores de doenças crônicas. Como consequência, foi observada uma pequena redução da taxa de letalidade, dada pela proporção de casos que resultaram em óbitos por Covid-19, atualmente em torno de 2,7%".

"Os valores ainda elevados de letalidade em alguns estados revelam falhas no sistema de atenção e vigilância em saúde, como a insuficiência de testes diagnóstico, da triagem de infectados e seus contatos, identificação de grupos vulneráveis".

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