RADIO WEB JUAZEIRO : Caso Beatriz: após comentários do Secretário de Defesa de Pernambuco sobre pleitos de Lucinha Mota, família e advogados se manifestam
quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

Caso Beatriz: após comentários do Secretário de Defesa de Pernambuco sobre pleitos de Lucinha Mota, família e advogados se manifestam

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“As duas propostas não podem ser aceitas. Não nos cabe opinar sobre a federalização do caso, então não temos ou podemos opinar sobre isso. Já quanto à colaboração de um ente privado americano em uma investigação policial, não há respaldo na lei processual brasileira. Não podemos dar esse acesso a uma entidade privada”, assim se manifestou o Secretário da Defesa Social de Pernambuco, Humberto Freire, sobre os pleitos dos pais de Beatriz Mota que estão na Caminhada por Justiça desde o último dia 5.

Após 6 anos sem nenhuma resposta para o bárbaro crime que vitimou a criança de 7 anos, Lucinha Mota e Sandro Romilton saíram de Petrolina com destino ao Palácio das Princesas, em Recife, pedindo a federalização do Inquérito e também a cooperação de uma empresa norte-americana na investigação do caso.

Em nota enviada ao Portal Preto No Branco, os pais de Beatriz refutaram os argumentos do Secretário da Defesa Social de Pernambuco, esclarecendo que, “a cooperação internacional de peritos norte americanos se trata de um apoio técnico, que visa a incorporação de tecnologias para a resolução do caso”.

Os advogados do caso, lembraram que “o inquérito do caso Beatriz Mota já contou com serviços de empresa privada, a BOT, que fez a recuperação de fragmentos de imagens do suspeito, serviço esse financiado pelo Colégio Maria Auxiliadora”, local onde a criança foi assassinada em dezembro de 2015, e que “deveria estar sendo investigado por obstrução de justiça, em face das diversas situações questionadas de manipulações da cena do crime e indícios de participação de funcionários no crime e na ocultação do cadáver”, afirmou a nota.

“O então delegado pediu dinheiro à escola para contratar esses serviços a essa empresa sediada em Belo Horizonte, o que é incompatível com os procedimentos que deveriam ser utilizados”, afirmou a nota.

A nota lembra ainda que “a empresa americana já tem em seu curriculum consultorias e treinamentos prestados a polícias civis no Brasil, bem como à Polícia Federal”.

Sobre o pedido de federalização, a nota esclarece que a “Procuradoria Geral da República tem a prerrogativa de representar, junto ao Superior Tribunal de Justiça, pelo IDC – Incidente de Deslocamento de Competência, ou seja, a federalização do inquérito de homicídio quando se prova a incapacidade do estado-membro, no caso, Pernambuco, de dar resolução à investigação”.

“O que se pede ao governador é o cumprimento de sua palavra em apoio à federalização e lembrá-lo de que quando Lucinha Mota lhe apresentou denuncias de que o chefe das perícias de homicídio do estado de Pernambuco atuou no caso como perito oficial e ao mesmo tempo através de serviços particulares da empresa da qual é sócio cotista, afrontando a legislação e o princípio da moralidade administrativa, o governador reagiu dizendo tratar-se de uma denúncia muito grave que comportaria não apenas demissão, mas prisão do acusado. O governador disse ainda que se Lucinha oferecesse elementos consistentes e razoáveis de prova, ele a ajudaria a federalizar, reconhecendo, portanto, que a Polícia Civil não tinha condição de resolver o caso, considerando também todo o contexto da investigação eivada de suspeitas, já que se o chefe das perícias estava envolvido com o Colégio das Freiras, tudo que vinha sendo produzido no inquérito estava sob suspeição. Então, o que se quer é que no pedido de federalização haja um opinativo favorável do governo do estado, ou que o mesmo não oponha resistência”.

Caminhada por Justiça

Há 17 dias caminhando por justiça, Lucinha Mota e Sandro Romilton, pais da menina Beatriz Angélica, assassinada há seis anos em Petrolina, já percorreram quase 600km. Eles seguem com destino a Recife, para cobrar ao Governo de Pernambuco a federalização do caso e a colaboração técnica de peritos americanos nas investigações do crime.

Às 3 da manhã desta quarta-feira (22), o grupo saiu do município de Belo Jardim, em direção a São Caetano.

A caminhada teve início na madrugada do último dia 05, em Petrolina. Ao todo serão mais de 700km, que devem ser percorridos em 23 dias. A previsão de chegada é o dia 28 de dezembro

Redação PNB
Sibelle 

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