RADIO WEB JUAZEIRO : Bolsonaro não comparece para depor na Polícia Federal; saiba o que pode acontecer
sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

Bolsonaro não comparece para depor na Polícia Federal; saiba o que pode acontecer

por Renan Ramalho - Gazeta do Povo

Foto: Antonio Molina /Fotoarena/Folhapress

O presidente Jair Bolsonaro não compareceu à Superintendência da Polícia Federal em Brasília para depor às 14h, como determinou nesta quinta-feira (28) o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O interrogatório integraria o inquérito, aberto pelo próprio ministro em agosto, para apurar o vazamento de uma investigação sigilosa da Polícia Federal sobre a invasão de sistemas internos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2018. O presidente divulgou detalhes da investigação numa entrevista ao vivo e depois compartilhou os documentos do caso em suas redes sociais.

Pouco após as 14h, o advogado-geral da União, Bruno Bianco, que faz a defesa do presidente, entrou no edifício da PF no Distrito Federal. No mesmo momento, a Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou no STF um agravo (recurso) contestando a intimação de Bolsonaro, que permaneceu no Palácio do Planalto. Bianco deixou a superintendência da PF cerca de 30 minutos depois de entrar.

O recurso da AGU pediu que o caso seja levado ao plenário do STF, que poderia derrubar a intimação. Moraes, no entanto, já rejeitou esse recurso. Afirmou que ele foi protocolado fora do prazo e que contrariou uma comunicação anterior da própria AGU de que Bolsonaro iria prestar o depoimento. A decisão, portanto, manteve a intimação, que foi descumprida. Caberá agora ao ministro definir que consequências isso terá.

Moraes intimou Bolsonaro a comparecer presencialmente na PF após receber da Advocacia-Geral da União (AGU) a comunicação de que ele não iria depor. No fim do ano passado, atendendo a um pedido da própria AGU, o ministro concedeu 60 dias para o presidente escolher local, data e hora para responder ao interrogatório, prazo que se encerra nesta sexta. Diante do aviso de que Bolsonaro não queria mais falar, Moraes determinou sua intimação.

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