RADIO WEB JUAZEIRO : Pai denuncia descaso no atendimento de filho em hospital particular
terça-feira, 18 de janeiro de 2022

Pai denuncia descaso no atendimento de filho em hospital particular

Pai denuncia descaso no atendimento após médico não realizar procedimentos necessários

 

O vice-presidente da Associação Amigos dos Autistas (AMA) da Bahia, Leonardo Martinez, expôs mais um caso de descaso com o seu filho de 17 anos, Vinícius, que possui autismo severo. Em suas redes sociais, o ativista acusou um médico do Hospital Aliança de não realizar o atendimento necessário em seu filho, que tinha sofrido um acidente.

Na ocasião, Leonardo relatou que o filho tem pânico de hospital e se recusou a entrar na área dos consultórios. Portanto, foi necessária uma discussão com a enfermagem do centro de Saúde, no qual o ativista dos direitos dos autistas destacou a lei e consequências legais sobre o ocorrido.


“Só assim que eu consegui convencê-los de que os protocolos deveriam ser mitigados e que meu filho precisava ser avaliado, mesmo na parte fora do habitual do hospital, pois ele estava sangrando e sofrendo diversos riscos”, explicou o pai sobre o filho ter cortado a mão em um quadro de avisos do prédio.

Após o caso, o cirurgião resolveu atender o adolescente fora do local estabelecido, porém, de acordo com os relatos do vice-presidente da AMA, o cirurgião teria avaliado o filho de Leonardo, mas optou por orientar o pai sobre como fazer o curativo e outros procedimentos em casa. Além de não receitar medicamentos necessários para o tratamento da jovem.

“O cirurgião aceitou ir na área da entrada da emergência e ‘avaliou’ meu filho. Eu não sabia quem estava com mais medo de quem, se Vinícius do médico ou o médico de Vinícius!

Recebi as orientações, fui pra casa, e assumindo o papel INADEQUADO e por força da incapacidade dos hospitais, me tornei enfermeiro, cirurgião e da melhor forma possível fiz a limpeza da área, fiz curativo e uma espécie de ponto falso’’, relatou.

No Instagram, Leonardo não escondeu a insatisfação com o ocorrido e desabafou: “Isso é o que nós pais temos que nos submeter. O médico estava tão apavorado e querendo se livrar da situação que não deu orientação sobre necessidade de medicamentos e não fez uma mísera receita para meu filho’’, disse.

Confira a publicação:

Infelizmente, nosso Vivi sofreu um acidente e cortou a mão em um quadro de avisos do prédio (ele se desequilibrou e ao se apoiar, quebrou o vidro).
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Hoje meu amor, meu filhão está completando 17 anos!
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Tínhamos programado um dia tão feliz e maravilhoso pra ele.
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Teve cortes mais superficiais na parte externa da mão e um mais profundo e preocupante na região do pulso.

Imediatamente levei ao @hospitalalianca e pra variar os serviços médicos de urgência e emergência não sabem lidar com pessoas com deficiência, autismo severo ou que possuam transtorno mental.

Vinícius tem pânico de hospital e não aceitava entrar na área dos consultórios e somente após longo debate burocrata com a parte de enfermagem do hospital sobre “protocolos” , onde eu precisei me posicionar como Advogado, alertando sobre a lei e consequências legais, que eu consegui convencê-los de que os protocolos deveriam ser mitigados e que meu filho precisava ser avaliado, mesmo na parte fora da habitual do hospital, pois ele estava sangrando e sofrendo diversos riscos.
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Finalmente, o cirurgião aceitou ir na área da entrada da emergência e “avaliou” meu filho. Eu não sabia quem estava com mais medo de quem. Se Vinícius do médico ou o médico de Vinícius!
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Recebi as orientações, fui pra casa, e assumindo o papel INADEQUADO e por força da incapacidade dos hospitais, me tornei enfermeiro, cirurgião e da melhor forma possível fiz a limpeza da área, fiz curativo e uma espécie de ponto falso.
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Isso é o que nós pais temos que nos submeter. O médico estava tão apavorado e querendo se livrar da situação que não deu orientação sobre necessidade de medicamentos e não fez uma mísera receita para meu filho!
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Resumo: essa postagem tem o objetivo de desabafar, expor a situação caótica de despreparo que nossos filhos precisam enfrentar e mais uma vez dizer pra quem não vive essa realidade que as situações mais “simples” são as mais complexas para nós!
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Se fosse comigo ou você, seria simples: Acesso ao hospital, sutura, curativo, medicamento e repouso.
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Por fim, peço para quem gosta de mim, da minha família e do meu filho que mande boas energias e orações para recuperação dele!

Procurada, a assessoria de comunicação do Hospital Aliança informou que está apurando internamente o que ocorreu. “Por princípio, a instituição acolhe em atendimento todos os pacientes, sem distinção, procurando se adequar da melhor forma nos casos de pessoa com deficiência e/ou pessoa com necessidades especiais”, disse em nota.

Fonte: BNews

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