RADIO WEB JUAZEIRO : Reconhecimento fotográfico para prisões é criticado pelo STJ
quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

Reconhecimento fotográfico para prisões é criticado pelo STJ

Método fez ator americano ser incluído em lista de suspeitos para reconhecimento em investigação de chacina em Fortaleza

Por Agência O Globo

Reprodução

Luiz Carlos Justino, violoncelista que foi preso injustamente por causa de um reconhecimento fotográfico

Em outubro de 2020, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça concedeu habeas corpus a um homem preso por roubo após ter sido reconhecido pela vítima em uma foto exibida pela polícia em Tubarão (SC), sem nenhuma outra prova.

O ministro Ricardo Schietti Cruz afirmou que era “urgente” que tribunais adotassem uma nova compreensão sobre condenações feitas somente por reconhecimento fotográfico.
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No ano seguinte, um estudo do Colégio Nacional dos Defensores Públicos Gerais identificou 90 prisões equivocadas entre 2012 e 2019 por reconhecimento de fotos.

A decisão do STJ e a estatística não impediram situações como a revelada há duas semanas no Ceará: a Polícia Civil utilizou um banco de imagens de suspeitos que continha a foto do ator americano Michael B. Jordan na investigação de uma chacina no bairro de Sapiranga, em Fortaleza, no Natal.

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