RADIO WEB JUAZEIRO : CURTAS E VARIADAS
sexta-feira, 22 de abril de 2022

CURTAS E VARIADAS

Canal do Sertão, a esperança além dos humores das urnas

Projeto representa a emancipação do semi-árido, uma área hoje muito castigada pela seca

Autor: Levi Vasconcelos

Canal do Sertão é o eixo sul da transposição do Rio São Francisco. - Foto: Divulgação

Wilson Mascarenhas, engenheiro, 72 anos, três vezes prefeito de Várzea da Roça, no semi-árido baiano, diz não querer mais saber de disputar voto, pelo contrário, agora ele quer ganhar votos: está percorrendo as Cãmaras de Vereadores dos 44 municípios de Juazeiro até o nordeste baiano, 300 quilometros abaixo, onde vai passar o Canal do Sertão para dar um aviso e fazer um pedido.

— Isso é um projeto de vida. É a emancipação do semi-árido, uma área hoje muito castigada pela seca vai virar um celeiro agropecuário.

O Canal do Sertão é o eixo sul da transposição do Rio São Francisco. Conta Wilson que 23,5 quilometros com cinco estações elevatórias já estão prontos. Precisa de mais 20 quilometros com três estações elevatórias e daí desce por gravidade em 295 quilometros até a Barragem de São José, em São José do Jacuípe, que só vive penando (hoje está abaixo de 12%).

Pára e anda — O projeto custa uma boa grana, algo em torno de R$ 5 bilhões. Estava engavetado a tempos, até o ano passado, quando Ismael Medeiros, secretário do Comitê da Bacia do Paraguaçu, entregou a Bolsonaro, em Tanhaçu, um documentos relatando o caso.

Rogério Marinho, ministro do Desenvolvimento Regional., deu a resposta. Em fevereiro deste ano licitou a elaboração do projeto ao custo de R$ 12,5 milhões.

Arimatéia na ponta da lança

O Canal do Sertão sempre teve defensores ardorosos. Até o governo passado um deles é o deputado José Carlos Aleluia, que em 2018 perdeu a tentativa de reeleição e o lugar de fala.

Segundo Wilson Mascarenhas, hoje o deputado estadual José de Arimatéia (Republicanos), presidente da Comissão de Meio Ambiente da Alva, é quem abraça a ideia.

Tudo pronto para a festa de Bolsonaro na Terra Mater

A festa dos 522 anos do Brasil hoje em Porto Seguro hoje está organizada para dar a Bolsonaro uma das mais calorosas recepções.

Na parte oficial, a Esquadrilha da Fumaça já está lá. Na política, ontem motoqueiros de todos os cantos do sul da Bahia lotaram hotéis da Terra Máter para participar hoje de mais uma motociata.

Porto Seguro já é administrada hoje pelo prefeito Jãnio Natal, que é do PL e já se elegeu fazendo coro com o empresariado local que gritava contra os lockdowns que detonaram o turismo. O extremo sul é a área em que o bolsonarismo é mais forte na Bahia.

Petróleo e cacau

Diz Wilson que está na hora das autoridades mudarem o foco com que se olha o futuro.

— Nós queremos que olhem para o sertão, porque até hoje o olhar focou apenas em petróleo e cacau.

Feira em Aporá

Aporá, no nordeste da Bahia, já mais perto de Sergipe, realiza neste fim de semana a sua 1ª Feira Agropecuária. A festa será no povoado de Itamira, que é maior do que a sede e luta para se emancipar. Na área, cria-se boi, porco e cabra e planta-se feijão, milho e mandioca.

Mineração

Raul Jungman, presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) vai dar hoje (11h) uma entrevista coletiva on line quando vai traçar um painel sobre o desenvolvimento da mineração no país. No segmento, a Bahia desponta bem.

Pelos animais

A Câmara de Brumado, no Sudoeste, aprovou pei que institui penalidades para quem maltratar os animais no âmbito do município. Variam de advertência, submissão do agressor a programa de sensibilização até multas de R$ 1 mil a R$ 100 mil, mas há controvérsias. Dizem que tal lei é inconstitucional.

Tapa na cara

Macarani, sudoeste, já na divisa com Minas Gerais, é palco de um vídeo que bombou nas redes do interior. Nele, um policial dá um tapa na cara (literalmente) de uma mulher.

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