RADIO WEB JUAZEIRO : 'Bandido que levantar arma para polícia vai levar bala', diz governador Rodrigo Garcia
quarta-feira, 4 de maio de 2022

'Bandido que levantar arma para polícia vai levar bala', diz governador Rodrigo Garcia

Declaração foi feita em evento para anunciar aumento de efetivo de policiais militares nas ruas, na manhã desta quarta
O governador Rodrigo Garcia (PSDB), durante entrega de viaturas policiais em São José do Rio Preto - Divulgação - 1º.abr.22/governo estadual

O governo de São Paulo iniciou nesta quarta-feira (4) uma megaoperação contra roubos e furtos de celulares e contra golpes com Pix. O anúncio da ação policial foi feito pelo governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), ao lado do prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB). O governador disse ainda, durante a coletiva, que "em São Paulo, o bandido que levantar arma para a polícia vai levar bala".

Chamada de Operação Sufoco, o efetivo policial no estado, atualmente em 5.000 agentes, pode aumentar em até mais 4.740 PMs por dia. "Pedimos a compreensão da população e iremos dobrar o número de policiais nas ruas, com patrulhamento terrestre e aéreo para combater a criminalidade", afirmou o governador.

Para ampliar a quantidade de policiais nas ruas, o governo deverá ampliar as vagas do Dejem (Diária Especial por Jornada Extraordinária de Trabalho Policial Militar), programa que permite que integrantes da policia militar paulista possam fazer até dez turnos de oito horas consecutivas fora do seu expediente padrão por mês. O programa é facultativo, sendo necessário ao policial manifestar interesse.

Garcia citou a morte de Renan Silva Loureiro, 20, morto por um falso entregador na zona sul da cidade como exemplo do aumento da criminalidade após a flexibilização do isolamento social.

"Com a vida voltando ao normal, infelizmente os crime contra o patrimônio cresceu. Quero deixar em nome da população de São Paulo um aviso muito claro a esses bandidos que de maneira covarde estão escondidos atrás do capacete, com mochilas de falsos entregadores: que eles mudem de profissão ou de estado, porque a polícia vai atrás de cada um deles. Quem cometer crime aqui em São Paulo vai ser preso", disse.

Participaram do anúncio o secretário de Segurança Pública, general João Camilo Pires de Campos, o comandante-geral da PM, coronel Ronaldo Miguel Vieira, e o delegado-geral da Polícia Civil, Osvaldo Nico Gonçalves.

De acordo com o governo, serão 1.240 policiais pagos pela Prefeitura de São Paulo, por meio de Operação Delegada, e 3.500 que terão pagamentos feitos pelo governo estadual em programas de jornada extra de trabalho.

Segundo o governo, a Operação Sufoco, que também contará com a Polícia Civil e GCM (Guarda Civil Metropolitana), terá 500 pontos de atenção, principalmente grandes corredores de trânsito, como as marginais Tietê e Pinheiros, avenida Rebouças (zona oeste) e corredor Norte-Sul.

Rodrigo Garcia ainda disse que foi firmada uma parceria com empresas de entrega para fiscalizar entregadores. O governo vai compartilhar informação do banco de dados dos aplicativos com o Detecta, sistema de monitoramento por câmeras. "A integração da base de dados é fundamental", afirmou o general Campos.

Segundo ele, um grupo de trabalho já realizou quatro reuniões com as empresas de aplicativos de entrega —a últimas delas ocorreu na tarde de terça-feira (3) no Palácio dos Bandeirantes. ​

De acordo com o secretário, o foco neste momento da polícia é resolver o problema com os falsos entregadores que estão cometendo assaltos.

A preocupação com segurança pública provocou uma mudança de comportamento do governador, que passou a mostrar a realização de ações policiais no grupo de imprensa normalmente usado para divulgar agenda ou entrevistas coletivas.

Na última sexta-feira, o grupo divulgou a prisão de um falso entregador suspeito de ter assassinado o jovem na região do Jabaquara praticamente no mesmo momento em que ele era levado para a delegacia. Rodrigo Garcia havia cobrado a resolução deste caso de latrocínio.

Em entrevista à Folha no início da semana, o novo comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo afirmou que o roubo é o principal crime a ser combatido no estado, principalmente na capital paulista.

"Para segurança deles [de entregadores] e para segurança da sociedade, nós vamos fazer operações, que estão sendo feitas, visando abordar esse público", afirmou o oficial, dizendo que nas reuniões foram tratadas formas e fazer a identificação.

INSEGURANÇA EM SÃO PAULO

Em uma ação na manhã desta quarta contra o roubo e furto de celulares, o delegado-geral da Polícia Civil afirmou que foram cumpridos 24 mandados de prisões na região de Santa Efigênia, no centro de São Paulo.

"Entramos em alguns hotéis e em locais onde escondem celulares roubados", afirmou o policial, sobre a operação que também aprendeu simulacros e drogas.

O delegado-geral afirmou que a polícia também estourou uma central de golpes de Pix na Baixada do Glicério, também no centro. "Uma pessoa foi presa com muito dinheiro", afirmou, sem mensurar a quantia.

Nico disse que no local também foram aprendidos relógio, celulares e um documento de identidade roubado, que seria usado para abertura de conta corrente em banco virtual para transferência de dinheiro furtado via Pix.

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